No Brasil, mais de 25 milhões de pessoas trabalham como autônomos, freelancers ou MEI. Para esse grupo, não há FGTS, não há contribuição automática ao INSS pelo empregador, e não há nenhuma rede de segurança automática. A aposentadoria é 100% responsabilidade própria — e precisa de planejamento deliberado.

O MEI e o INSS: o que você precisa saber

O MEI paga mensalmente o DAS — que inclui uma contribuição ao INSS equivalente a 5% do salário mínimo. Em 2025, cerca de R$ 75,90 por mês. Isso garante acesso a benefícios basicos, mas com uma limitação crítica: a aposentadoria do MEI será sempre limitada a 1 salário mínimo — hoje R$ 1.518. Não importa quanto tempo você contribuiu ou quanto faturou.

Para quem quer aposentadoria acima do salário mínimo, é necessário contribuir com alíquotas maiores — 11% ou 20% sobre um salário de contribuição escolhido, até o teto do INSS.

Contribuição complementar ao INSS para MEI

MEI pode complementar a contribuição pagando a diferença entre 5% e 20% do salário mínimo (ou mais, sobre salários maiores). Isso eleva o benefício máximo possível e abre direito a aposentadoria por tempo de contribuição. Consulte um contador para simular o custo-benefício no seu caso.

A estratégia para quem trabalha por conta própria

Camada 1: INSS como base mínima

Mantenha contribuições regulares ao INSS para garantir benefícios basicos — especialmente auxílio-doenca e aposentadoria por idade como rede de segurança. Para MEI que quer mais de 1 salário mínimo, faca a complementacao.

Camada 2: Patrimônio próprio para complementar

Como o INSS do autônomo/MEI tende a ser baixo, a maior parte da renda na aposentadoria precisa vir de investimentos próprios. Isso exige disciplina e aportes mensais consistentes ao longo dos anos.

O risco de contribuir irregularmente

Muitos autônomos param as contribuições ao INSS quando a renda cai. Isso pode resultar em carencia insuficiente para alguns benefícios ou em média de contribuições baixa que reduz o benefício final. Regularidade é mais importante do que valor.

Quanto separar por mês

Uma referência prática: separe no mínimo 20% da renda mensal liquida para previdência e investimentos de longo prazo. Quem tem renda variável deve definir um valor mínimo fixo para meses de baixa — mesmo que pequeno — para manter o hábito e não interromper os juros compostos.

Veiculos de investimento recomendados

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Conclusão

Trabalhar por conta própria traz liberdade — mas também toda a responsabilidade pelo próprio futuro financeiro. O autônomo e o MEI não tem o desconto automático em folha nem a contribuição patronal. Isso exige mais proatividade. O plano precisa ser consciente, regular e revisto periodicamente.